
Serra recorreu à imagem dos contos infantis para definir o setor agrícola: é a "galinha de ovos de ouro", por causa de sua extraordinária capacidade de sustentar o equilíbrio do comércio exterior, por meio de elevados saldos comerciais, e de segurar a inflação.
O Brasil é o segundo maior exportador mundial de produtos agropecuários. Tem sido impressionante a capacidade da agricultura de responder ao aumento da procura por alimentos, o que permite que a classe mais pobre se alimente melhor.
“Nos últimos 40 anos, a produtividade da nossa agricultura aumentou 200%, e entre 1975 e 2005, o preço de uma cesta representativa de produtos agrícolas caiu 5% ao ano em termos reais”, destacou o candidato da coligação “O Brasil Pode Mais”.
Como presidente da República, José Serra vai garantir aos produtores rurais crédito acessível e barato e mecanismos de sustentação de preços. “A agricultura não é como a indústria, que pode contrair sua produção para segurar preços. Depende de clima, de concorrência”. Será lançado um moderno seguro rural, para evitar a instabilidade na renda. Haverá também ações em resposta aos graves problemas de infraestrutura (logística e transporte), que oneram a produção e prejudicam a competitividade - sem falar na infame carga tributária.
Serra vai também criar o "defensivo agrícola genérico" para acabar com a dependência da importação em um mercado dominado por poucos produtores estrangeiros. Outra idéia para estimular a agricultura: uma política para desenvolver o "transgênico verde-amarelo". Isso evitará que os produtores nacionais fiquem reféns de tecnologia estrangeira.
“Temos que investir na área de biologia e de biotecnologia para não ficarmos amarrados à propriedade intelectual de fora”, afirmou Serra durante sabatina na Confederação Nacional da Agricultura.
Em momentos diferentes de sua vida pública, Serra já deu inúmeras contribuições ao desenvolvimento da agricultura. Veja algumas delas:

Meio ambiente e agricultura: uma relação saudável
Quando governador, Serra deu muita atenção ao impacto ambiental das várias atividades produtivas, e isso naturalmente inclui o setor agrícola. Nosso candidato à presidência sabe que cuidados com meio ambiente não são entraves para a agricultura, muito ao contrário: a produtividade no campo depende de um meio ambiente equilibrado e de cuidados com ar, água, solo, áreas verdes, biodiversidade.
Em 2007 o governador, os Secretários de Estado de Meio Ambiente (SMA) e de Agricultura e o presidente da União da Indústria Sucroalcooleira (ÚNICA) assinaram o Protocolo Agroambiental como parte do Programa Etanol Verde, um dos 21 projetos estratégicos da SMA.
O Protocolo estabelece uma série de compromissos e diretivas técnicas relacionados às indústrias sucroenergéticas e premia as boas práticas do setor sucroalcooleiro através de um certificado de conformidade e outros benefícios.
Ele detalha, por exemplo, procedimentos para a antecipação legal do fim da colheita de cana com o uso de fogo até 2014 para área mecanizáveis e 2017 para áreas mais inclinadas, hoje consideradas não mecanizáveis. De acordo com estudos da Unica, até dezembro de 2017, somente em relação à queima da palha da cana, serão 8,5 milhões toneladas de CO2 que deixarão de ser emitidas com o fim do uso do fogo.
Estima-se que a redução da queima da palha da cana e a co-geração nas usinas do Estado, juntamente com a manutenção e recuperação de matas ciliares, evitarão que 62,5 milhões de toneladas de dióxido carbônico (CO2) sejam emitidas até 2017. Nos últimos três anos, 171 usinas já assinaram o Protocolo Agroambiental. Somente de dezembro de 2009 a janeiro de 2010 o aumento da adesão foi de 7,55% com a inclusão de 12 usinas (fonte: site Agrosoft Brasil).
Daniel Lobo, assessor de responsabilidade ambiental corporativa da Unica, lembra que o Protocolo foi criticado por ser de adesão voluntária, mas hoje se mostra importante instrumento de avaliação do desempenho ambiental do setor. "O tempo está mostrando que a idéia era boa e os resultados são reais," acrescentou.
O Protocolo vem gerando outros resultados positivos, entre eles o fomento à pesquisa para o aproveitamento energético da palha da cana e a busca por uma transição do sistema de colheita de cana queimada para a colheita de cana crua, em especial no caso dos pequenos e médios plantadores de cana com áreas de até 150 ha.
É crescente também a participação de empresas do setor em programas de requalificação de mão-de-obra para garantir a empregabilidade após o fim da queima.
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