
Uma das áreas onde o Brasil pode mais é a Cultura e José Serra está cheio de idéias para por em prática – idéias testadas e aprovadas nas suas passagens pela prefeitura e o governo do estado, que só com muita má vontade alguém deixaria de reconhecer.
Serra entende que o principal aspecto da cultura é a diversidade e que por isso as decisões a respeito de projetos culturais podem ser tomadas, além do governo, por empresários, artistas, organizações da sociedade, sem um centro de decisões tutelando todos. “É preciso também diversificar as fontes de financiamento para a cultura. Não basta a Lei Rouanet. São necessários mais recursos, outros incentivos, que cheguem de alguma outra forma”, opina Serra. Na cidade de São Paulo, por exemplo, onde já havia o Fomento ao Teatro, Serra aprovou projeto de lei (de um vereador do PT) que criou o Fomento à Dança. No estado ele ampliou o PROAC, Programa de Ação Cultural criado na gestão do cineasta João Batista de Andrade como Secretário da Cultura do governo Alckmin.
José Serra vai investir muito na formação cultural, com centros de estudos voltados para o aprendizado de música, teatro, dança, artes plásticas, cinema, TV e novas mídias. Tudo isso por meio de parcerias com estados e municípios, para ampliar o espectro de contribuições aos projetos.
Há duas semanas, durante encontro com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro, Serra antecipou a direção de algumas propostas ao falar com orgulho de suas realizações. Lembrou o Museu do Futebol, Museu da Criança, Museu de Arte Contemporânea, SP Escola de Teatro, São Paulo Companhia de Dança, Biblioteca de São Paulo (Parque da Juventude), Fábricas de Cultura, Escola de Circo, Vá ao Cinema e a Virada Cultural, a mais badalada de suas iniciativas, que Serra pretende levar a todos os estados.
A Virada já chegou a 30 cidades do interior do estado; a partir do sucesso do evento, outros lugares do país já fizeram ou planejam fazer a sua. Na capital paulista, quatro milhões de pessoas foram às ruas este ano para ver 5 mil artistas em 24 horas de shows e eventos culturais simultâneos e gratuitos.

Economia da Cultura
A Economia da Cultura é hoje o setor mais dinâmico na economia mundial. Tem registrado crescimento de 6,3% ao ano enquanto o conjunto da economia cresce a 5,7%.
Questões relacionadas à Economia da Cultura passaram a ser incluídas cada vez mais nas ações de investimento de instituições como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OEA (Organização dos Estados Americanos), e Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization).
O Banco Mundial estima que a Economia da Cultura responda por 7% do PIB mundial (dado de 2003):
Só nos EUA a cultura é responsável por 7,7% do PIB – sendo que produtos e serviços culturais representam 4% (2001). Já na Inglaterra, o peso da Economia da Cultura é ainda maior: 8,2% do PIB (2004) e empregando 6,4% da mão de obra.
Economia da Cultura é um setor de grande desenvolvimento e impacto muito positivo na sociedade:
1. Gera grande volume de empregos em todos os níveis, com remuneração acima da média;
2. Impulsiona outros segmentos, como na economia industrial e venda de produtos (dvd, tv, computador, som, equipamentos e instrumentos musicais, etc);
3. Socialmente, os serviços culturais agregam informação, educação, cidadania e entretenimento – tanto nacional como internacionalmente.
O Ministério da Cultura trabalha com esses dados e esse conceito e tem ações interessantes de apoio à preservação, produção e difusão de arte e cultura, como os Pontos e Pontões de Cultura, em parceria com estados em municípios. Serra vai manter e ampliar as boas iniciativas nessa e em todas as áreas, como já fez em suas duas passagens pela chefia do Executivo.
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