
O candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), arrancou aplausos dos empresários de Goiás, que se reuniram ontem, na Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás). Assim que iniciou sua fala aos empresários, Serra soltou frase que agradou o público. "Eu, presidente da República, vou ser o presidente da produção do Brasil", disse, em meio a aplausos.
"Esse é um aspecto fundamental, eu estou ligado nisso", disse o tucano. "Eu nasci num bairro operário de São Paulo, me acostumei a conviver com operários, acostumei a ver riqueza produzida", disse, referindo-se aos tempos em que morou na Mooca, onde nasceu em 1942.
Serra também afirmou que vai investir em infraestrutura, como fator de geração de produção e riquezas em Goiás (nono maior PIB brasileiro). "Estou do lado dos que trabalham, com riscos, e produzem", disse o ex-governador. "O atual governo não é de produção", criticou. Serra manteve o foco nas críticas ao governo federal. "Basta ver os contratos de Belo Monte, e da ferrovia rápida ligando Rio de Janeiro a São Paulo, o trem-bala", apontou. "Aí é tudo sem risco", diz.
Ele afirmou que o governo federal terá de pagar em subsídios, pelo trem-bala, o equivalente a R$ 3 bilhões por ano. Para Serra, a saída seria investir em comércio exterior. "Hoje temos uma política pouco agressiva. Lula vive viajando, mas nos aproximou de alguns países que, somados, não dão 1% do nosso mercado interno", contabiliza.
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