
José Serra defendeu nesta segunda-feira(26) mudanças nas políticas de juros e de câmbio para priorizar o desenvolvimento. "Juros e câmbio devem ser compatíveis com o desenvolvimento do País", disse Serra em palestra a empresários do grupo Lide.
Ele voltou a comentar sobre o que chamou de "tripé maligno" da macroeconomia. Incluiu nas críticas a maior taxa de juros real do mundo, "disparado", o câmbio valorizado e a maior carga tributária dos países em desenvolvimento, quando criticou a opinião de sua principal adversária, a candidata Dilma Rousseff (PT), que havia dito que a carga era intermediária.
Serra apontou ainda a menor taxa de investimento estatal do mundo. Mas defendeu o "tripé bom", composto pela flexibilidade cambial, fixação de metas de inflação e responsabilidade fiscal. O candidato voltou a afirmar que, se eleito, trabalhará com uma equipe integrada, sob responsabilidade do presidente da República.
Serra citou o economista Armínio Fraga como uma das pessoas que implantou o tripé benigno da economia no País, quando foi presidente do Banco Central, no governo Fernando Henrique Cardoso. "Ter equipe entrosada, com objetivos comuns. Você não pode ter um governo funcionando bem na economia, com o pessoal que é durão da política monetária, o outro que é o Papai Noel do gasto e outro que é o leão de arrecadar. Cada um jogando por si. Tem que ter uma equipe entrosada", disse Serra, negando a fama de que vai presidir o Banco Central e ser ele próprio o ministro da Fazenda.
Ao responder perguntas da plateia sobre os gargalos dos aeroportos, Serra defendeu as concessões dos rentáveis à iniciativa privada. Acusou ainda o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lotear politicamente a Infraero, empresa encarregada de administrar os aeroportos, que apontou como ineficiente.
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