quinta-feira, 29 de julho de 2010

Serra condena estado de rodovias federais: o Brasil está "cheio de estradas da morte


José Serra atacou nesta quarta-feira(28) a política do governo federal para as estradas. Ele criticou as condições das rodovias e defendeu a política de concessões realizada pelo governo de São Paulo.

Serra disse que o governo arrecadou R$ 65 bilhões nos últimos oito anos por meio da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) dos combustíveis e só investiu nas estradas um terço desse valor. Ele deu entrevista ao programa local "Minas Urgente", da TV Bandeirantes.

"Está cheio de estradas da morte em todo lugar. Esse modelo federal não deu certo", afirmou o candidato, acrescentando que oito em cada dez rodovias federais "não têm condições de operar".

Ele defendeu que em "alguns casos" se pode repetir pelo país o modelo de concessões de rodovias feito em São Paulo, com a cobrança de pedágios. Segundo ele, a política paulista elevou a qualidade das estradas e poupou 11 mil vidas desde 1999.

Serra também atacou o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), dizendo que o órgão federal é "totalmente loteado entre políticos".

"A prioridade deixa de ser o interesse nacional e passa a ser interesse político daqui ou dali. Isso comigo vai acabar", afirmou o tucano.

Serra afirmou que Minas Gerais, Estado com maior número de estradas federais do país, é "a grande vítima" da falta de recursos e do Dnit. Segundo o tucano, o órgão "atua sem planejamento, com estradas caras e com critérios puramente político-partidários".

Além das concessões, ele defendeu como opção a transferência da gestão das rodovias federais para os Estados, com repasses da União. "Onde o Estado comanda você tem mais flexibilidade", disse Serra.

Em Ituiutaba, sua primeira escala, Serra foi recebido por pelo ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, e pelo governador Antonio Anastasia, que disputa a eleição. Seguiram para uma concorrida reunião no centro de convenções de um hotel com a presença de vários políticos e uma forte militância. Sempre muito aplaudido, Serra defendeu investimentos na agricultura e expôs sua proposta de criação do Ministério da Segurança Pública, antes de seguir para Patos.

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