
José Serra, candidato do PSDB à presidência da República criticou nesta sexta-feira (23), em evento organizado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, a política comercial do governo brasileiro. Serra usou como exemplo a China, que "vive fazendo acordos e tratados de comércio". "Nós paramos, deixamos de lado uma política comercial agressiva. Isto não é o presidente ficar viajando em avião de empresários. Isso é uma reciprocidade. Um libera de um lado, outro de outro... num acordo bem feito os dois saem ganhando".
No evento, o tucano recebeu o documento "Desenvolvimento de Santa Catarina: uma visão da indústria". O candidato visitará, além da capital do Estado, a cidade de Blumenau.O candidato destacou a alta carga tributária, o baixo investimento governamental e a alta taxa de juros como os principais problemas da indústria brasileira. "Essas três questões combinadas é que produzem as dificuldades para termos uma economia sólida e crescendo em termos sustentados. Não é possível fazer um juízo bem feito apenas com elementos de curto prazo. Temos que pensar na sustentabilidade", disse.
Serra afirmou que há um "apagão de infraestrutura" no País e que isso reflete na falta de prioridades dos investimentos e "incapacidade de trazer o setor privado para este setor". "Temos uma nova modalidade de privatização: pega dinheiro, endivida o governo, põe numa empresa controlada pelo setor privado, mas quem arca com os riscos é o governo".
O tucano disse que se houvesse o mínimo de investimento governamental com concessão à empresas privadas, o problema dos portos e aeroportos estaria resolvido. Ele ainda atribuiu os investimentos governamentais aos Estados e municípios. "A soja que é exportada para China gasta mais para ir ao porto de Paranaguá do que para ir para China. (...) quem vê televisão acha que o governo federal esta afogando o País em investimentos. Mas na verdade quem investe são os Estados e municípios".
O candidato do PSDB defendeu a ampliação do ensino técnico, porém com modalidades mais flexíveis e com conclusão em menor tempo. "Tem que ter modalidades de ensino técnico mais simples e flexíveis. Tem que fazer programa de treinamento de tempo menor, para desempregados e jovens que não têm condição de cursar em um ano e meio", afirmou.
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