O Amazonas, como os demais estados da região, tem enorme potencial de crescimento. Precisa de um pólo industrial complementar para injetar em outras áreas o vigor que anima o setor de produção de motocicletas. Muito mais postos de trabalho serão gerados se houver atenção do governo federal na forma de investimentos em setores estratégicos para a região. Por isso, Serra vai criar o Conselho de Desenvolvimento da Amazônia, ligado à Presidência da República, com o compromisso de participar de suas reuniões mais importantes - e o empenho pessoal efetivo do presidente pode fazer toda a diferença.
Serra modernizará o porto em Manaus, Belém e Porto Velho para que tenham as dimensões adequadas à economia dinâmica que ali floresce. E, assim como em outros estados, também o aeroporto internacional, precisa ser modernizado de forma a equipar o estado com infraestrutura para movimentar o turismo, sua indústria mais promissora - sem esquecer as necessidades para a Copa-2014.
Ele também impulsionará outros meios de transporte, a partir de modernas embarcações que tornem efetiva a vocação local para explorar o sistema hidroviário. Concluirá a ligação entre Manaus e Porto Velho do modo mais indicado do ponto de vista ambiental, econômico e social - em entrevista ao programa Momento Amazônia, Serra lembrou que a solução mais adequada talvez seja ferroviária.
A exploração do potencial hidrelétrico da Amazônia também deverá levar em conta a melhor relação entre o custo da obra, o impacto socioambiental (analisando especialmente a pressão sobre terras indígenas) e a produtividade real.
Em recente viagem ao interior do Amazonas, impressionado com a riqueza cultural da região, Serra firmou outro compromisso: fazer a “Arena de Parintins”, uma área ampla para abrigar os espetáculos dos bois, um museu e um shopping cultural.

Serra ajudou a Amazônia a preparar seu futuro
Quando José Serra foi ministro da Saúde (1998/2002), a transferência de recursos do SUS para a Região Norte aumentou em média duas vezes e meia. Em alguns estados, como Amapá e Roraima, que recebiam “quase nada”, o aumento foi maior ainda. No Pará, ele destinou mais de R$ 90 milhões para investimentos hospitalares, além da ampliação dos recursos para atenção médica de média e alta complexidade.
Como as distâncias são muito grandes na Amazônia, as carências da rede hospitalar obrigam as pessoas que dependem de assistência médica a viajar grandes distâncias em busca de tratamento.
O ideal é que haja menos viagens longas, mas para atender às necessidades de deslocamento, Serra fortaleceu a assistência por hidrovias, contando com o auxílio de navios da Marinha.
Prefeitos da região, recebidos por Serra em Brasília, são testemunhas de outra ação importante, a implantação do programa chamado “Saneamento Alvorada”, que investiu recursos a fundo perdido nos municípios mais pobres, escolhidos conforme o Índice de Desenvolvimento Humano.
Na época em que Serra foi ministro do Planejamento (1995/1996), Mauro Ricardo Machado Costa, atual secretário de Fazenda de São Paulo, foi superintendente da SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Mauro Ricardo apoiou a criação do Centro de Biotecnologia da Amazônia, em Manaus, antevendo a necessidade de fortes investimentos nessa área, que deverá passar por um progresso muito grande no futuro próximo. Por isso, a orientação de Serra foi preparar o estado para formar bons especialistas em novas tecnologias, porque o investimento em recursos humanos é sempre um dos mais importantes, na Amazônia e em toda parte.
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