A segunda parte do debate da Record, na noite dessa segunda (25), destacou a diferença de visões entre José Serra e Dilma Rousseff em relação à exploração do petróleo. Defensor da Petrobrás desde sua juventude, na década de 60, quando presidiu a União Nacional de Estudantes (UNE), Serra lembrou que, como presidente do conselho administrativo da estatal, Dilma Rousseff aprovou a concessão da exploração da riqueza mineral por 108 empresas privadas nacionais e estrangeiras. O fato desmente a própria propaganda da petista, que tenta colar na imagem de Serra a bandeira de favorável à privatização do pré-sal, o que é falso. “Ela foi a pessoa no Brasil e no mundo que mais fez privatização (nesse setor energético). Eu considero que a Petrobrás é uma empresa importante, que deve ser fortalecida. Não pode ser loteada como é hoje. O Collor de Mello comanda operações da BR Distribuidora. O que eu quero fazer é reestatizar a Petrobrás, para ela não servir a grupos, patotas, como ela (Dilma Rousseff) faz”, afirmou.Decidido a se responsabilizar como presidente da República pela gestão da política de segurança pública no País, Serra também questionou a adversária sobre suas propostas na área. De acordo com o presidenciável, é necessário que a administração pública federal disponha de um Ministério da Segurança Pública para coordenar, junto com os governadores, o combate aos alarmantes índices de homicídios, assaltos e sequestros que afligem a população brasileira. “Eu proponho criar o Ministério da Segurança Pública”, registrou, citando como uma das principais responsabilidades da pasta a manutenção de uma guarda nacional que combata o tráfico de drogas e o contrabando de armas nas fronteiras do País, sobretudo junto à Bolívia.
Sobre a questão ambiental, Serra lembrou sua militância no setor e a lista de ações que, como prefeito e governador, realizou na área. “Eu protagonizei como governador, em aliança com o próprio Partido Verde, uma lei de mudanças climáticas considerada a melhor da América do Sul”, exemplificou. Com bom trânsito entre os ambientalistas, o presidenciável conta com o apoio, nesse segundo turno, de parcelas significativas do PV, lideradas, por exemplo, por Fábio Feldmann (SP) e Fernando Gabeira (RJ).
Nenhum comentário:
Postar um comentário