
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou nesta segunda-feira(26) a política externa brasileira. Segundo ele, as ações do Brasil no setor durante o governo Lula se basearam exclusivamente em interesses econômicos.
"Tivemos uma política de 'negócios são negócios'", disse ele em encontro promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) --a frase "negócios são negócios" foi proferida recentemente pelo ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Guiné Equatorial.
Serra criticou as relações do Brasil com países sul-americanos e com a China. "Estamos fazendo filantropia com Paraguai e Bolívia. Com a China, só fizemos concessões", afirmou.
O presidenciável tucano também criticou as relações do governo brasileiro com Cuba. "É amigo de Cuba? Tudo bem. Mas então use isso para soltar os presos políticos."
Segundo ele, o PT, por ser um partido homogêneo, usa a política externa para agradar a setores do partido.
José Serra voltou a dizer que o PT tem relações com as Farc, mas dessa vez utilizou um raciocínio diferente. "Todo mundo sabe que existe uma simpatia pelo [Hugo] Chávez [presidente da Venezuela]. Ele, Chévez, abriga as Farc."
ECONOMIA
Serra disse ver contradições na política econômica do governo federal e defendeu que o Brasil tenha na área uma equipe integrada.
Segundo ele, um dos exemplos do suposto mau planejamento é o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
"Tem órgão como o Dnit que é uma piada em matéria de planejamento." Serra afirmou ainda que as estradas são feitas segundo interesses eleitorais ou não-ortodoxos.
O candidato aproveitou o encontro com líderes empresariais para criticar a candidata do PT, Dilma Rousseff, que na semana passada afirmou em entrevista à "TV Brasil" que a carga tributária brasileira não é alta, comparada com outros países.
"A assessoria dela esqueceu de avisar que o Brasil tem que ser comparado com outros países em desenvolvimento, e não com países como a Suécia."
Serra avaliou que o país poderia ter crescido mais durante a crise econômica, e insinuou que falta preparo aos comandantes da política econômica.
"O Brasil perdeu a chance de crescer na crise e investir mais. Talvez por falta de conhecimento."
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Um comentário:
O mais engraçado é que o PT chama todo mundo de neoliberal!
Postar um comentário